quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Neoliberalismo

Depois do Crash, o liberalismo tinha sido secundarizado. Após a Reserva Federal ter subido as taxas de juro para combater a inflação, os países endividados viram-se com mais dificuldade a administrá-las, tendo de ajuda a pedir entidade monetárias, como o FMI. Com a crise dos anos 70, chega-se à conclusão que políticas de esquerda estariam a agravar a crise, então os partidos conservadores reestruturalistas (Margaret Thatcher, Ronald Reagan,...) começaram a ganhar eleições.

Quer-se substituir o keynesianismo por políticas que fomentam a oferta, reduzam funções sociais do Estado e promovam forças do mercado. Tripartido, o foco assenta nos pilares DLP: desregulação, liberalização e privatização.

Nos anos 80, há uma grande desaceleração nas economias assentes no comunismo, que até tinham políticas eficazes em fases embriatórias, centradas no investimento elevado e muita mão-de-obra, mas falham quando a economia amadurece, pois não há incentivos ao crescimento e à inovação. A USSR desintegra devido à má situação económica do comunismo e ao sentimento de nacionalismo. A USSR é derrotada na Guerra Fria. Houve um triunfo evidente do capitalismo. O falhanço do comunismo ajuda a incentivar DLP. As reformas sociais do capitalismo tinham como origem a ameaça das políticas/economias socialistas.

O neoliberalismo caracteriza-se pela sua internalização, já que fomenta a expansão dos mercados. Durante o período neoliberal, foram formados acordos e organizações para facilitar e instigar trocas supranacionais (NAFTA, UE, OMC,...).

As crises dos anos 70

Os países do Terceiro Mundo estavam a enfrentar uma época de prata. A alta natalidade e a redução da taxa de mortalidade resultaram num saldo demográfico muito positivo. Estes países da América do Sul, Médio Oriente e África, que possuíam petróleo, começaram e reivindicar e criaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, um cartel cujo objetivo é conjugar os produtores e controlar a produção para aumentar os preços do petróleo, considerados por estes muito baixos.

Esta assertividade, que originou dois choques (1973 e 1979) não veio só: o sistema de Bretton Woods, assente no padrão dólar-ouro, enfrentara uma crise. O crescimento mundial levou a uma grande procura do dólar. Os países europeus e o Japão tinham-se convergido com os EUA, o que erodiu a sua vantagem económica. Como o a oferta de ouro é baixa, os Estados Unidos tiveram medo de não conseguir garantir a conversão do dólar em ouro e deixaram cair o sistema de Bretton Woods, não comprometendo a saúde do país, mas permitindo a variação das taxas de câmbio. O dólar desvalorizou, mas mesmo assim não perdeu a hegemonia.

O Médio Oriente iniciava uma guerra com Israel, aliado dos EUA. Como os países árabes pertenciam à OPEP decidiram vingar-se e diminuir a oferta de petróleo, aumentando drasticamente os preços, originando o Choque de 1973.

Porém, o dinheiro arrecadado com o crise voltou aos países consumidores do petróleo. Os membros da OPEP cederam créditos internacionais a taxa de juro baixas, mas como a taxa de inflação era superior, a taxa de juro real era negativa.

O segundo Choque (1979) teve como génese a Revolução Islâmica Iraniana.

Houve um terceiro acontecimento que marcou a década de 70 e agravou a crise, o consenso keynesiano. As medidas pró-Estado apoiadas por Keynes pressionavam as empresas, devido ao aumento dos custos, o que reduzia os lucros. Chegou-se à estagflação (fim dos "trinta gloriosos"). O setor terciário pouco lucrativo ganhava peso e o consenso de Keynes não conseguia evitar a inflação, pois estimula a procura. Período de recessão-crescimento-recessão (estagnação na economia). As economias atravessam uma desaceleração da produtividade e aumento dos custos salariais e matérias-primas. Os salários reais aumentavam mais que a inflação, agravando-a. O excesso de emissão monetária (créditos a taxa real negativa) causavam a inflação.

Milton Friedman influencia a Reserva Federal, priorizando o combate à inflação. Defende o aumento das taxas de juro, para comprimir a procura . O foco deixa de ser o combate ao desemprego. Enquanto que em 1929 houve uma quebra da moeda emitida, causando a deflação, nos anos 70 houve um excesso.

A economia pós Segunda Guerra Mundial: Da debilidade até às crises petrolíferas

O fim da guerra define dois objetivos: a promoção da paz e o regresso à prosperidade económica.

Nasce em 1945 a Organização das Nações Unidas. Inaugura-se também a Organização do Tratado do Atlântico Norte, que vem proteger as potencias capitalistas do comunismo.

É instaurado um novo sistema monetário internacional com Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, financiando os países debilitados pela guerra.

Procura-se estabilidade cambial com o padrão dólar-ouro (Acordo de Bretton Woods): afixa-se o dólar a uma taxa fixa de conversão ao ouro, fundamentado pela ideia que o vínculo ao ouro cria estabilidade. É escolhido o dólar por ser a moeda líder das trocas mundiais, ficando as outras moedas fixam em relação ao dólar e não ao ouro.

Os EUA possuíam dois terços das reservas de ouro. Com este capital, financiam o plano Marshall. Como os Estados Unidos era responsável por metade da produção mundial, os países europeus precisam de dólares para adquirir bens estadunidenses. A debilidade do capitalismo europeu é duplamente perigosa para os Estados Unidos porque a Europa é o seu maior importador e as falhas do capitalismo são oportunidades para a expansão do comunismo. Por estas razões, os EUA emprestaram a fundo perdido como tentativa de resgate do capitalismo da Europa.

O pós-Guerra é a época de ouro do capitalismo (1950 a 1973). O crescimento da economia mundial é de 5% ao ano, mais do dobro do crescimento na Revolução Industrial. EUA com metade da produção mundial e fortíssimos militarmente. Conseguiram evitar uma crise após a Segunda Grande Guerra, o que era padrão historicamente. Depois de lançada a bomba atómica, havia o medo do uso da tecnologia nuclear, o que manteve o mundo em paz.

Foram adotadas políticas mistas para tornar o capitalismo mais inclusivo: taxas de juro baixas e impostos progressivos. Foi formado o Acordo Geral sobre as Pautas Aduaneiras e Comércio.

Houve três milagres do Primeiro Mundo: a Alemanha Ocidental, o Japão e a Itália, que cresceram a altas taxas. A Europa cresce mais que os EUA, convergindo-se, tendo os países mais pobres uma taxa de crescimento maior.

Este é o maior período de inovações tecnológicas. Há o maior crescimento das taxas de produtividade e pleno emprego, o que faz os salários aumentarem. São introduzidos novos trabalhadores: mulheres e imigrantes. É criado um ciclo virtuoso.

Pleno emprego

Salários crescentes

Maior poder de compra

Maior consumo

Necessidade de oferta

Pleno emprego

A standardização e a produção em massa são finalmente exportadas para a Europa.

Ocorre uma grande transferência da força de trabalho de setores menos produtivos para os mais produtivos. Setores com mais capital são mais produtivos. Há intensificação da transferência de trabalhadores da agricultura para a indústria e da indústria para os serviços. Como os serviços são menos produtivos estruturalmente, com poucos avanços tecnológicos, vêm a explicar a estagnação do crescimento que acontecerá. Aumenta-se a escolaridade e a qualidade do fator trabalho. Reduz-se as horas e anos de trabalho. São criados novos direitos dos trabalhadores, como férias pagas, que originaram novas atividades económicas, como o setor do turismo.

Já no Segundo Mundo, a URSS converge com os EUA até os anos 70, o que desafiou as potências capitalistas e pode ter sido razão do aumento das providências. É feito um grande investimento na educação e nas indústrias básicas (elétrica, pesada, metálica). A sua taxa de crescimento é de 5% ao ano, devido ao preço reduzido dos bens, resultado da baixa qualidade. Socialmente, o povo vivia em opressão e precariedade.

No Terceiro Mundo, a diagnóstico é muito mais pessimista. Subdesenvolvido e crescente em termos populacionais, atravessa o processo de descolonização. Composto por economias de baixa produtividade e alguns focos urbanos. O setor primário predomina, cuja agricultura é de subsistência. 

Rendimentos baixos

Poupança baixa

Investimento baixo

Produtividade baixa

Rendimentos baixos

Os fatores que levam aos rendimentos baixos são perpétuos, originando um ciclo vicioso, que, para se sair, necessita de um Big Push, um grande investimento coordenado pelo Estado que arrancaria revoluções industriais. Esta ideia dificilmente se concretiza porque não há capital e os Estados são recentes e corruptos.


A economia internacional entre as duas Grandes Guerras

Entre 1914 e 1918 dá-se a Primeira Guerra Mundial, que acarreta imensas consequências económicas: perda de vidas, destruição de infraestruturas e cidades, dívidas de guerra, reparos e necessidades de reconstrução e hiperinflação.

Foi nestes conflitos que se viu o menor crescimento do PIB. As questões monetárias ganham importância com a desvalorização da moeda. O padrão-ouro é posto em pausa por ser pouco flexível. A inflação entre 1915 e 1923 estava descontrolada devido à guerra e aos gastos militares.

Com a paz, há novamente uma transformação da economia mundial. A Alemanha é culpada pelos estragos da guerra e terá de financiá-los. Os Estados Unidos tornam-se grandes credores e a Alemanha o grande devedor. O Reino Unido passa dificuldades e não consegue manter-se como centro económico mundial, sendo ultrapasso pelos EUA. A libra esterlina estava propositalmente sobrevalorizada. Quebraram-se impérios e redefiniram-se fronteiras.

Depois do crescimento estável, ocorre a Crise de 1929, o "Crash" Bolsista, causado pela especulação da bolsa: quinta-feira negra (12 milhões de ações foram lançadas no mercado), que afetou todas as classes, porque a cultura de compra de ações era transversal, pela desigualdade na distribuição dos rendimentos, pela superprodução e deflação e pela regulação bancária deficiente.

Os Estados Unidos já estavam a passar por uma deflação, devido à superprodução. Um bens estavam desiquilibradamente mais valorizados que a moeda.

Assim iniciou-se a primeira grande crise capitalista, que teve três respostas: o New Deal, o fascismo e o comunismo.

Roosevelt tinha sido eleito e defendia que o liberalismo fora o culpado da crise. O desemprego atingia os 25% e havia falências bancárias em efeito dominó. Surge um plano: o New Deal. A primeira tarefa do governo foi criar emprego, investindo em obras públicas. O papel do Estado na economia é reforçado, na tentativa de complementar a mão invisível com uma visível mais presente e reguladora. O medo estava instaurado, o que impedia a economia de avançar, criando recessão e consequentemente mais medo. Para aumentar a confiança nas instituições bancárias, foi ordenado o encerramento das bancas e a sua reabertura com a garantia de resgate dos bancos com a Reserva Federal. Foi criada a Securities and Exchange Commission - a agência que regula o mercado financeiro e protege os investidores. Os Estados Unidos saem do padrão-ouro e desvalorizam a moeda para fazer face à deflação. 

Criação de uma "segurança social", com subsídios de desemprego e reformas, tornando os EUA um pilar na segurança pública. New Deal torna-se também um paradigma de reforma social, para além de económico. Na agricultura, o Estado intervém e regula para tentar equilibrar os preços. É priorizada a economia nacional em deterioramento da internacional.

A mudança é levada mais ao extremo na União Soviética com o socialismo soviético de Estaline. A indústria é nacionalizada e, no fim dos anos 20, a agricultura coletivizada, enquanto que o território é maioritariamente agrícola. As relações comerciais são trocadas por planos quinquenais, que definem a orientação económica do país. O capitalismo é abolido progressivamente: a propriedade privada é substituída pela pública e a definição individual de preços substituída pelos planos do Estado.

Estas respostas prova, que depois das crises pós-Guerra e financeira, os modelos económicos, nesta caso o capitalismo liberal, fragmentam-se.

Segunda Revolução Industrial

A Segunda Revolução Industrial começa no fim do século XIX, nos Estados Unidos. Com a estagnação da Grã Bretanha e a dispersão da Primeira Revolução Industrial pela Europa e América do Norte, havia capital disponível para investir na ciência pelos países concorrentes.

Surgem novas energias, o petróleo e a eletricidade, novas indústrias, a química, material elétrica, automobilística, novos transportes, navios de aço, aviões, carros, e novas tecnologias de comunicação, telégrafo, telefone, rádio.

A produção modifica-se e fortalece com a produção em massa, os sistemas de refrigeração, o Taylorismo e o Fordismo. Opta-se por uma elevada proporção de máquinas em relação ao número de trabalhadores, possível graças ao elevado capital. Cada funcionário passa apenas a ter uma função na linha de montagem de produtos padronizados.

O comercio internacional unificou-se, alargando os mercados internos. A difusão dos sistemas de comunicação reforçou a transformação. Com o aumento da concorrência, os bens embarateceram. O transporte estava também mais barato e mais célere, com as linhas de ferro e rotas marítimas mais rápidas.

Primeira Revolução Industrial

A economia mundial do Antigo Régime (séc. XV a XVIII), antes da Revolução Industrial, era marcada pela sua precariedade. Crescia a um ritmo muito reduzido, devido à baixa produtividade. Isto deve-se aos obstáculos na mobilidade. Os fatores de produção (terra, trabalho e capital) eram de difícil acesso, graças às desigualdades, o preço dos mesmos e a legislação repressiva. O setor primário pouco lucrativo dominava. Os mercados nacionais, que eram provincianos e fragmentados, eram defendidos com leis protecionistas.

O crescimento moderno, caracterizado por Kuznets, começou após a Revolução Industrial (séc. XVIII) e é o oposto do anterior. Os avanços tecnológicos refletiram-se num crescimento muito acelerado da produtividade e, por sua vez, do PIB mundial.  O setor primário perdeu peso para o secundário e surgiu o terciário. Os países começaram a produzir para exportar e o mercado internacional tornou-se mais coeso. O liberalismo ascendeu e os Estados tornaram-se laicos, abrindo caminho para a ciência.

O aumento da produtividade foi a principal razão do desenvolvimento económico e social. Os avanços científicos permitiram um maior proveito das matérias-primas, aumentando os outputs e reduzindo os inputs. Houve aposta na educação, para que o aumento da formação dos trabalhadores se traduzisse numa maior produtividade. O capital foi alocado na construção de infraestruturas, com melhorias económicas e sociais. A energia tornou-se essencial, impulsionando avanços na forma como é capturada e armazenada. As fábricas passaram a ser iluminadas, permitindo o trabalho noturno. A automação reduziu a necessidade de mão-de-obra e aumentou a produção.

Antes da Revolução Industrial, a China e a Índia dominavam a produção mundial, produzindo a maioria dos bens. Depois das transformações, a sua quota tornou-se muito reduzida, sendo três quartos da produção oriunda dos Estados Unidos e da Europa. As razões desta queda foi o excesso de mão-de-obra, que era muito barata, a falta de capital para investir na industrialização e o colonialismo.

Esta transformação mundial teve origem no Reino Unido por diversos fatores: era o país mais urbanizado, o que fazia aumentar a procura por mão-de-obra e assim elevar os salários, o crescimento das suas cidades e dos salários fez aumentar a procura por alimentos, a lenha era cara e por isso havia desenvolvido o mercado do carvão mineral, que era abundante e barato, os salários eram altos e a população era alfabetizada, era uma potência colonial e o Estado assegurava a propriedade privada.

Robert Allen sintetizou estas razões em 3: o aumento da procura dos mercados interno e externo, os salários elevados e o carvão barato.

A revolução trouxe consigo dois fenómenos nunca antes observados: o maior aumento do rendimento per capita até à altura e um crescimento per capita sustentado.

O maior crescimento do rendimento deu-se pelos avanços na agricultura (fim do pousio, arado de ferro), na indústria (nova energia, máquina a vapor, teares mecânicos, nova refinação do aço) e nos transportes (estradas, comboio e navio a vapor) e pelo aparecimento da fábrica, local com produção motorizada e regular com gestão especializada.

O sucesso da revolução despoletou reações dos outros países. Estes tornaram os mercados internos mais coesões, através da aposta nas infraestruturas e da eliminação de barreiras institucionais à circulação de pessoas e bens. Para se protegerem da concorrência britânica, criaram-se leis protecionistas. Desenvolveram-se sistemas financeiros capazes de financiar a economia e estabilizar a moeda. Houve criaram de redes de ensino em massa.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Introdução à Gestão

Gestão
Ciência social
Investiga indivíduos pertencentes a uma organização
Capacidade de transformar recursos em resultados através de pessoas e processos

Organização: grupo estruturado de pessoas com objetivos comuns.
Podem ser:

  • Culturais;
  • Humanitárias;
  • Políticas;
  • Empresariais.

Tipos de empresas

• Atividade económica

  • Privada
  • Pública

• Dimensão

  • Micro (<10 colaboradores, <2 M€ de VN/ano)
  • Pequena (<50 colaboradores, <10 M€ VN/ano)
  • Média (<250 colaboradores, < 50M€ VN/ano)
  • Grande

Ciclo de vida da empresa

1 - Fase embrionária/Introdução

  • Criação da empresa;
  • Apenas capital seed;
  • Estudos de mercado;
  • Risco reduzido.

2 - Fase de crescimento 

  • Início do crescimento da vendas;
  • Introdução do produto no mercado;
  • Risco elevado.

3 - Fase de maturidade /consolidação

  • Lançamentos de produtos não apenas por sobrevivência;
  • Começo do declínio do volume de negócios.

4 - Fase de declínio

  • Necessidade de novos lançamentos para sobreviver;
  • Baixo volume de negócios.

Uma empresa tem produtos em diferentes períodos de vida, de cíclos com duração cada vez mais curta, obrigando as empresas a inovar e lançar novos produtos mais rapidamente. 

Processos de gestão

  1. Planear
  2. Organizar
  3. Liderar
  4. Controlar

1. Planear

    Definir a missão, os objetivos e como atingi-los (estratégia).

    Objetivos SMART

        S pecífic (Específicos)

        M easurable (Mensuráveis)

        A ttainable (Atingíveis)

        R ealistic (Realistas)

        T ime-bounded (Enquadrados no tempo)

2. Organizar

    Distribuição da autoridade, do trabalho e dos recursos pelos elementos da empresa de modo a aumentar a eficiência.

    Estrutura organizacional: conjunto de departamentos e níveis hierárquicos.
    Pode ser funcional, divisional e matricial.

    Funcional: as tarefas e indivíduos estão agrupados em departamentos.

    Desvantagens: 

  • A comunicação pode tornar-se lenta e pouco confiável;
  • Burocratização;
  • Ramificação de interesses e objetivos por departamento;
  • Podem esquecer-se do objetivo global da empresa.

    Divisional: grupos de trabalho que de forma independente desenvolvem as suas atividades para um objetivo comum.


    Matricial: estrutura que mistura a organização funcional e divisional.


3. Liderar

    Forma de dirigir e motivar os trabalhadores.

    Responsável por criar ambiente propício à execução de trabalho de qualidade.

    Decisor do canal de comunicação e solucionador de conflitos.

4. Controlar

    Verificar se os objetivos foram alcançados.

    Monitorização, avaliação e tomada de medidas corretivas.

Gestão estratégica

Estratégia: combinação engenhosa para atingir um determinado objetivo e sucesso empresarial.

Sucesso empresarial: capacidade de rentabilizar os capitais investidos, de crescer de forma sustentada e sobreviver a longo prazo.

Seguir uma estratégia é difícil porque os mercados são:

  • Voláteis;
  • Incertos;
  • Complexos;
  • Ambíguos.

Uma empresa deve ter uma missão, uma visão e valores.

    Análise do meio envolvente

    Divide-se em análises dos meios envolventes geral e específico.

    O geral refere-se ao meio externo genérico derivado do sistema socioeconómico onde a empresa está inserida e exerce a sua atividade.

    A sua influência é menos direta e mais lenta.

    Pode ser analisado através da PEST(E), que identifica fatores que influenciam o setor.

        P olíticos;
        E conómicos;
        S ociais;
        T ecnológicos;
        A mbientais.

    O meio envolvente específico consiste nos stakeholders da empresa:

  • Clientes;
  • Fornecedores;
  • Estado;
  • Colaboradores.

    Recorre-se à análise das 5 forças de Portes para estudar o setor:

        1- Rivalidade entre os concorrentes existentes;

        2- Possibilidade de entrada de novos concorrentes;

        3- Ameaça de produtos substitutos;

        4- Poder negocial dos fornecedores;

        5- Poder negocial dos clientes.

    Análise da empresa

    Análise dos pontos fortes e fracos da organização, dos recursos e da capacidade de competição.

        Análise do ambiente interno

            Análise funcional

            Identificação de cada área funcional da empresa (departamentos) e definição de key-results para cada uma delas, que servem como indicadores de desempenho.

            É importante que esta análise tenha como termo de comparação o desempenho dos concorrentes, o que pode ser de difícil acesso.

            É pertinente proceder ao estudo da evolução ao longo do tempo de cada uma das variáveis.

            Análise da cadeia de valor

            Este instrumento estuda as atividades primárias e as atividades de apoio.

            Atividades primárias:

    • Logística de entrada;
    • Operações;
    • Logística de Saída;
    • Marketing e vendas;
    • Serviço pós-vendas.

            Atividades de apoio:

    • Gestão de infraestruturas da empresa;
    • Gestão de recursos humanos;
    • Desenvolvimento tecnológico;
    • Compras. 

    Análise SWOT

    Análise que sintetiza a observação dos pontos fortes e fracos das oportunidades e ameaças.

Gestão do Marketing

O marketing assume um papel crucial no mundo empresarial, sendo responsável por grande parte do sucesso da empresa.

Marketing: conjunto dos meios de que uma organização dispõe para promover, nos públicos pelos quais se interessa, os comportamentos favoráveis à realização dos próprios objetivos.

Plano de marketing: plano que define a estratégia para alcançar os objetivos da organização. Descreve as ações, os recursos e os prazos para os alcançar. Serve de guia prático.

Segmentação: divisão de um mercado grande e heterogéneo em submercados que se comportam de forma parecida e têm necessidades similares.

Os profissionais de marketing devem determinar quais os segmentos que oferecem a melhor oportunidade para se alcançar os objetivos da empresa (segmentação-alvo).

Posicionamento: ideia a que a empresa será associada. Exemplo: volvo - segurança.

"Marketing Mix": conjunto de variáveis que auxiliam a empresa na definição da gestão de marketing, para que esta influencie a procura do seu bem/serviço.

    4P: 

  • Produto;
  • Preço;
  • Comunicação;
  • Distribuição.

    Marcas

    Para diferenciar a oferta, as empresas recorrem à criação de marcas, que tem vários benefícios:

  • Maior lealdade, maior estabilidade nas vendas, maior lucro;
  • Diferenciar a oferta, diminuir os custos de publicidade;
  • Fonte de vantagem competitiva;
  • Simplifica o processo de decisão de compra;
  • Facilita o comercio internacional;
  • Maior eficiência do nível da informação;
  • Ajuda o consumidor a expressar a sua identidade.

    Triângulo da marca: 3 pilares em que as marcas se assentam:

  1. Sinal;
  2. Missão;
  3. Interpretante.

    Sinal: emissor (nome, logótipo, slogan).

    Missão: o que representa, como a marca quer ser vista pelos clientes.

    Interpretante: recetor, consumidor que retém a mensagem transmitida pela marca.

Gestão de pessoas

Recursos humanos: conjunto de talentos, competências, aptidões e conhecimentos das pessoas que trabalham numa organização.

Cultura organizacional: traços distintivos que representam a personalidade da organização cuja base é a missão, a visão e os valores da organização. 

Clima organizacional: ambiente interno da empresa (atmosfera psicológica, estilo das relações interpessoais,...).

A cultura organizacional influencia o clima organizacional que influencia o comportamento dos indivíduos da organização.

Atividades dos gestores de recursos humanos:

  • Planeamento: antecipar necessidades e prever excessos de RH;
  • Obtenção: recrutar e selecionar RH;
  • Aplicação: descrever conteúdos funcionais e afetar pessoas às tarefas;
  • Manutenção: gerir sistemas de remunerações e de incentivos, promover boas condições de trabalho;
  • Desenvolvimento: promover planos de formação, apoiar ações de desenvolvimento pessoal e organizar planos de carreira;
  • Controlo: acompanhar e avaliar o desempenho.

A atividades dos gestores de RH podem ser organizadas em 3 áreas:

  • Administração;
  • Estratégia;
  • Técnica.

Plano de RH: plano que descreve o estado e dimensão dos RH e define a estratégia para alcançar objetivos.

Gestão financeira

Balanço: posição financeira ao longo da vida da empresa.

Demonstração de resultados: lucro e prejuízo em um ano de atuação da empresa.

Despesa existe quando há obrigação de pagar, mesmo que ainda não esteja pago e receita existe quando há direito a receber.

Despesa: compra (emissão da obrigação de pagamento) de um bem.

Pagamento: ato de pagar.

Gasto: utilização de um bem.

Receita: emissão de fatura de venda.

Recebimento: ato de receber o montante.

Rendimento: entrega do produto acabado.

    Balanço

    Ativos = Passivos + Capital Próprio

    Ativos: Bens ou capital da empresa.

    Passivos: Dívidas ou obrigações da empresa.

    Capital próprio: dinheiro investido pelos sócios mais o lucro (ou prejuízo) do ano anterior.

Princípios de macroeconomia

Extraído e parcialmente adaptado dos Powerpoints da prof. d. Conceição Pereira, da FEUC. Capítulo 1 - Nível de vida  Macroeconomiaé o estudo...