Os países do Terceiro Mundo estavam a enfrentar uma época de prata. A alta natalidade e a redução da taxa de mortalidade resultaram num saldo demográfico muito positivo. Estes países da América do Sul, Médio Oriente e África, que possuíam petróleo, começaram e reivindicar e criaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, um cartel cujo objetivo é conjugar os produtores e controlar a produção para aumentar os preços do petróleo, considerados por estes muito baixos.
Esta assertividade, que originou dois choques (1973 e 1979) não veio só: o sistema de Bretton Woods, assente no padrão dólar-ouro, enfrentara uma crise. O crescimento mundial levou a uma grande procura do dólar. Os países europeus e o Japão tinham-se convergido com os EUA, o que erodiu a sua vantagem económica. Como o a oferta de ouro é baixa, os Estados Unidos tiveram medo de não conseguir garantir a conversão do dólar em ouro e deixaram cair o sistema de Bretton Woods, não comprometendo a saúde do país, mas permitindo a variação das taxas de câmbio. O dólar desvalorizou, mas mesmo assim não perdeu a hegemonia.
O Médio Oriente iniciava uma guerra com Israel, aliado dos EUA. Como os países árabes pertenciam à OPEP decidiram vingar-se e diminuir a oferta de petróleo, aumentando drasticamente os preços, originando o Choque de 1973.
Porém, o dinheiro arrecadado com o crise voltou aos países consumidores do petróleo. Os membros da OPEP cederam créditos internacionais a taxa de juro baixas, mas como a taxa de inflação era superior, a taxa de juro real era negativa.
O segundo Choque (1979) teve como génese a Revolução Islâmica Iraniana.
Houve um terceiro acontecimento que marcou a década de 70 e agravou a crise, o consenso keynesiano. As medidas pró-Estado apoiadas por Keynes pressionavam as empresas, devido ao aumento dos custos, o que reduzia os lucros. Chegou-se à estagflação (fim dos "trinta gloriosos"). O setor terciário pouco lucrativo ganhava peso e o consenso de Keynes não conseguia evitar a inflação, pois estimula a procura. Período de recessão-crescimento-recessão (estagnação na economia). As economias atravessam uma desaceleração da produtividade e aumento dos custos salariais e matérias-primas. Os salários reais aumentavam mais que a inflação, agravando-a. O excesso de emissão monetária (créditos a taxa real negativa) causavam a inflação.
Milton Friedman influencia a Reserva Federal, priorizando o combate à inflação. Defende o aumento das taxas de juro, para comprimir a procura . O foco deixa de ser o combate ao desemprego. Enquanto que em 1929 houve uma quebra da moeda emitida, causando a deflação, nos anos 70 houve um excesso.
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