sexta-feira, 13 de junho de 2025

Exame de Português 2023 F2 V2

Grupo I

Parte A

1 - O rei com o qual o sujeito poético se revê possui uma atitude de desistência. Durante o poema larga as suas armas e as suas vestes (a "espada", o "cetro", a "coroa", a "cota de malha" e as "esporas"), deixando-as a alguém mais forte. No fim, o rei confessa que se evadiu, "como a paisagem ao morrer do dia".

2 - No início, o "eu" lírico dirige-se à noite para o levar com ela, evidenciando a vontade de morrer. Nos últimos dois versos, vemos o seu desejo a ser cumprido, onde o sujeito poético a relatar a sua morte através da metáfora "E regressei à noite antiga e calma".

3 - C e E.

Parte B

4 - O peixe de Tobias é relacionado com Santo António, ambos admirados por Padre António Vieira. Enquanto que o peixe através do seu fel tem o poder curativo, Santo António também cura através da palavra de Deus. Tanto o peixe como o santo possuem um coração bom. Já os Hereges são os pecadores pregados por S. António e os "homens" são os colonos do Maranhão, os ouvintes desejados inicialmente por Padre Vieira que o ignoraram, a quem está a pregar tendo os peixes com intermediário alegórico.

5 - No fim do excerto, o pregador demonstra o seu descontentamento e interpela diretamente o seu auditório inicial, os colonos do Maranhões, suplicando-lhes que se abram para a palavra e amor de Deus. Este pedido é terminado com a constatação irónica de que Padre Vieira se tinha equivocado e dirigido aos ouvintes errados, quando sempre se dirigiu a eles ainda que esteja a utilizar os peixes alegoricamente.

6 - B.

Parte C

 Eça de Queirós nunca poupou as suas críticas à sociedade do seu tempo, como é verificável em grande parte das suas obras. Com as mudanças ocorrentes no Portugal do século XIX, muitos foram os defeitos que deram ao de cima. A obra Os Maias é um grande exemplo da exposição feita pelo escritor dos comportamentos tóxicos que se enraizaram em Portugal.

 N'Os Maias, a geração a que Carlos pertence dista totalmente da dos seus país. Esta é caracterizada pela ociosidade. Numa passagem, Eça critica os jovens que passeavam na rua e apanhavam sol nas horas destinadas ao trabalho. Também nessa mesma passagem, é exposto a falta de patriotismo e importação e modificação exacerbada de costumes e hábitos estrangeiros. Os mesmos jovens levavam calçadas uma botas muito altas e pontiagudas nada características dos costumes portugueses que Eça desdenha.

 Concluindo, Eça de Queirós aproveitou as suas obras para apontar alguns defeitos da sociedade. No romance Os Maias, critica a ociosidade da nova geração e a sua falta de patriotismo.

Grupo II

1 - D;

2 - C;

3 - D;

4 - A;

5 - B;

6 - B;

7 - D.

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