Grupo I
Parte A
1 - Enquanto que Castanheiro se encontra motivado e empenhado para a publicação na sua revista, exibindo "um rolo de papel e um gordo fólio encadernado em bezerro", trabalho resultado de devotada labuta, como indicado no texto ("labutava devotadamente"), Gonçalo, que se julgava ter escrito um romance sobre Tructesindo Ramires, mantera-se ocioso, depois de ter protelado o seu livro em demasia, não chegando a começá-lo. Gonçalo Ramires assemelha-se à nova geração, cujo Carlos da Maia está inserido, de jovens ociosos, "geração nova e miúda" que "às horas de trabalho" passeava. Estes jovens, de botas importadas, ilustram a perda dos valores portugueses e estagnação de Portugal, que se tornou um importador de modas, que as modifica e caricatura ao máximo.
2 - No primeiro texto, critica-se a procrastinação portuguesa, que está tão enraizada na nossa cultura que deu origem a uma expressão latina "Procrastinare lusitanum est". Já no excerto seguinte, é apontada a decadência de Portugal, por estar a perder a sua essência e patriotismo, devido à importação exacerbada e à mutação de costumes e hábitos, e pela ociosidade da geração.
3 - a) 3; b) 2; c) 1.
Parte B
4 - O sujeito poético apresenta uma atitude racional ao rejeitar a mudança, porque, mesmo havendo a possibilidade de mudar para melhor, há sempre a chance de sofrer, o que o objeta intransigentemente e demonstra ter medo.
5 - A comparação encontra-se nos versos 10, 11 e 12: "indo | Para a velhice como um dia entra | No anoitecer.". O uso deste recurso poético tem como sentido comparar o deseja da certeza que chega a idoso com a certeza que o dia se torna noite, numa transição calma, lenta, ortodoxa e segura.
6 - a) - 2; b) - 2; c) - 1.
Parte C
Padre António Vieira consagra-se como um dos maiores pregadores português. A sua preocupação com as injustiças e defeitos da sociedade é mote para os seus sermões. Mesmo tendo o dom da eloquência e de conseguir moldar auditórios, não conseguiu ser ouvido pelos colonos do Maranhão, que exploravam escravos. Então, inspirado pela lenda que envolvia Santo António, também ignorado pelos homens, que insinuava que o santo pregara aos peixes, Padre Vieira recorre à mesma solução.
Durante o seu sermão, elogia os peixes tanto em geral como em particular numa fase inicial e depois passa às críticas. Mais uma vez, o pregador começar por se dirigir à generalidade, mas desta vez para advertir. Critica-os por serem egoístas e se comerem uns aos outros, sendo sempre o maior a alimentar-se do mais pequeno. Todas estas intervenções com os peixes são alegóricas, com o intuito de criticar sim as atitudes dos homens, recorrendo às ações dos peixes. Em concreto, interpela o polvo, que finge-se de brando e inofensivo, mas depois ataca a vítima, crítica clara ao fingimento humano. Refere também os voadores que, não estando contentes com a água e a condição de peixes dada por Deus, tentam voar como aves. Com este exemplo Padre António Vieira aponta a ambição desmedida do Homem.
Em suma, o pregador, descontente com as atitudes humanas, decide, através do seu poder oratório, fazer um sermão. Como foi ignorado pelos homens, faz dos peixes ouvintes, criando assim uma alegoria. Ao repreender os peixes pelos seus comportamentos, aponta os defeitos da espécie humana, como a ambição e a falsidade.
Grupo II
1 - D;
2 - B;
3 - A;
4 - C;
5 - D;
6 a) Complemento direto;
b) Complemento agente da passiva.
7 a) - 3; b) - 2; c) - 3.
Grupo III
Sem comentários:
Enviar um comentário