domingo, 12 de janeiro de 2025

A União Europeia - Apresentação Oral

A União Europeia é uma união económica e política única, composta por 27 países europeus. 

(Slide)

As suas origens remontam ao período pós-Segunda Guerra Mundial, quando, em 1957, foi criada a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) com o objetivo de promover a cooperação económica e evitar conflitos entre nações. Os membros fundadores foram Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. 

 Nos anos que seguintes, o território da UE foi aumentando de dimensão através da adesão de novos Estados-membros, ao mesmo tempo que aumentava a sua influência mundial.

 Portugal entrou num desses alargamentos, em 86, juntamente com Espanha.

A União Europeia nasceu da necessidade de reconstruir e unir a Europa após a devastação da Segunda Guerra Mundial. A ideia principal era fomentar a cooperação económica entre os países, acreditando que a interdependência económica tornaria os conflitos armados menos prováveis, e assim fomentar a paz.

(slide)

A UE atua através de um sistema de instituições supranacionais independentes e de decisões intergovernamentais negociadas entre os Estados-membros. As instituições da UE são a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o Conselho da União Europeia, o Conselho Europeu, o Tribunal de Justiça da União Europeia, o Tribunal de Contas Europeu e o Banco Central Europeu. O Parlamento Europeu é o único órgão directamente eleito, a cada cinco anos, pelos cidadãos da UE.

(slide)

 Presidente da Comissão EuropeiaUrsula von der Leyen
 • Presidente do Parlamento EuropeuRoberta Metsola
 • Presidente do Conselho EuropeuAntónio Costa
(slide)

A UE instituiu um mercado comum através de um sistema de leis aplicáveis a todos os Estados-membros. No Espaço Schengen foram abolidos os controlos de passaporte.
 As políticas da UE têm por objetivo assegurar a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, legislar assuntos comuns na justiça e manter políticas comuns de comércio.

(slide)

A Zona Euro, foi criada em 1999 e é atualmente composta por 20 países, cuja moeda é o euro.
 
A UE tem em todo o mundo missões diplomáticas permanentes, estando representada nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio, no G7, entre outros.

 Com uma população total de 450 milhões de pessoas, o que representa 5,7% da população mundial, o seu PIB é de 17 biliões de euros, cerca de 20% do PIB global. (slide) É das regiões mais ricas do planeta.

Em 2012, a União Europeia foi laureada com o Nobel da Paz, por ter contribuído ao longo de mais de seis décadas para o avanço da paz e da reconciliação, democracia e direitos humanos na Europa.

Creio que a governança mundial precisa da Europa e que este prémio o comprova.

A Europa é um projeto de paz, construído pela paz, e não construído apenas pelo medo do que se passa num mundo em que as ameaças são muito mais assimétricas.

 (slide)

Durante este ano vamos enfrentar vários desafios e ouvir muitas vezes as palavras: incerteza, volatilidade, divergência e conflito.

Isto acontece porque há uma ausência de uma ordem mundial para a globalização.

Isto acontece também porque não conhecemos as posições do novo presidente da maior potência mundial.

Todos estes fatores contribuem para que aumente a imprevisibilidade geopolítica global. Uma tendência que já vem de algum tempo, mas que agora vai afirmar-se.

Temos um Médio Oriente em guerra.

Temos uma Rússia política e militarmente mais afirmativa e desafiadora, que põe em causa a estabilidade na Europa Central e Oriental, nomeadamente a questão da Ucrânia, mas que, ao mesmo tempo, sente o crescente impacto das sanções internacionais.

(slide)

Temos a evolução da China, que até agora tem sido a verdadeira vencedora da globalização, que no está a roubar quota de mercado e a superiorizar-se, podendo chegar a ser a maior economia mundial. Um país que vive do dumping, da supressão dos direitos humanos e da destruição ambiental está a destruir com as suas práticas desumanas até os países mais ricos. A UE terá de agir, sancionar e proteger-se contra a China, passando por legislar e reverter o estagnamento das economias europeias.

Estamos a perder relevância no mundo.

(slide)

Os mercados são e serão cada vez mais voláteis durante este ano.

As taxas de juro estão altas, o que se traduz num baixíssimo nível de investimento.

Mas um dos maiores desafios que a UE enfrentará, ou que já está a enfrentar, é interno: populismo e o extremismo crescentes. Estão a acumularam-se nuvens de extremismo de xenofobia e de racismo.

(Pausa)

A entrada de Portugal na UE teve benefícios visíveis

(Slide)

Fez o PIB catapultar, ao integrar-nos num mercado único sem barreiras.

(slide)

Envia a Portugal inúmeros fundos que salvam o erário. No total recebemos mais de 130 mil milhões de euros, tendo o país sido sempre um beneficiário líquido.

Permite-nos beneficiarmos de vários programas europeus como Erasmus e afins, num espaço onde podemos circular livremente.

 Para Portugal, é essencial estar na União Europeia, mesmo estando refém de leis e regulamentos de Bruxelas.

(slide)

Porém, tem de aprender a não estar dependente dos fundos e criar uma economia com poucas barreiras e competitiva, como o resto dos países europeus. Portugal está cada vez mais atrasado e pobre comparando com os outros membros da UE que têm sabido usar as oportunidades e crescer.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Princípios de macroeconomia

Extraído e parcialmente adaptado dos Powerpoints da prof. d. Conceição Pereira, da FEUC. Capítulo 1 - Nível de vida  Macroeconomiaé o estudo...