segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Mitos sobre a economia de mercado

Guião para apresentação de economia

PowerPoint em anexo

Mitos sobre a economia de mercado


1º Mito - "A economia de mercado cria pobreza e desigualdade".

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 Nós podemos colocar o início da economia de mercado como conhecicemos hoje no começo da Revolução Industrial. Quando a produção em massa,... A verdade é que desde a Revolução Industrial, a percentagem de pessoas no mundo a viver em pobreza extrema diminuiu brutalmente. 

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 E este feito é particularmente notável, porque esta foi uma altura em que a população aumentou drasticamente. Ou seja, diminuiu-se a percentagem de pessoas a viver em pobreza extrema enquanto nós, seres humanos, estamos a sobrelotar este planeta.

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Nós, no princípio do século XIX, o estado normal do Homem era a pobreza extrema. Era alguém que não sabia no princípio do ano não saber se iria sobreviver até ao final. Esse era o estado normal das pessoas. Corria algo mal com as colheitas. Havia uma guerra. Havia um problema qualquer. Era uma luta permanente pela sobrevivência. Chegar aos 40 ou 50 anos era um feito.

 (Aponta para o slide). Temos aqui um gráfico da distribuição dos rendimentos em 1800. Temos aqui a linha da pobreza. Quase toda a gente estava para trás.

 Ser rico, nesta altura, era viver minimamente pobre. Estamos a falar duma altura muito tardia da história da humaninade. Desde que o ser humano existe, isto é já quase no fim. Milhares de anos que passaram desde a existência do ser humano e tudo o que coseguimos foi ter a esmagadora maioria a morrer de fome.

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 A economia de mercado mudou isto.

 O que é que aconteceu. A economia de mercado e a Revolução Industrial foram duas políticas adotadas principalmente em zonas mais desenvolvidadas: Europa e América do Norte. Então, o que aconteceu nos 150 anos a seguir à adoção destas políticas? 

 O mundo ramificou-se em dois. (Aponta para os continentes pobres) O mundo que continuava aqui atrás (Ásia, África,...) onde isto não chegou. Este parte é basicamente igual aos séculos passados.

 E derrepente passamos a ter uma parte da população aqui. Ser pobre na Europa (apontar para o início da curva amarela) não era necessariamente estar na pobreza extrema. As pessoas passaram a ter a certeza que, neste ano, independentemente daquilo que acontecesse, a sua aldeia não iria morrer de fome.

 Essa mudança foi trazida pela a economia de mercado, a Revolução Industrial e a produção em massa. Foi acabar com a obreza extrema.

 Por isso é que os países que não adotaram, ou adotaram mais tarde, continuaram neste estado lastimável. Mas eles aperceberam-se disso. E foi por esta altura que adotaram as medidas.

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 E derrepente passamos a ter uma curva de distribuição de rendimentos uniforme, mas à frente da linha da pobreza extrema. Deixamos de ter as "bossas do camelo", como o The Economist chama, e temos apenas uma curva. Eu sei que não é o que parece, consoante o que os média mostram, mas, comparado à cem anos atrás, o meu está muito menos pobre.

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 O segundo mito é que este sistema económico cria muito bilionários. Ainda há esta mentalidade de que só existe um bolo e se existirem muitos milionários é porque alguém tem de passa fome. É precisamente o oposto.

 É verdade que existem mais milionários e bilionários, mas não significa que existem mais pobres. Antes pelo contrário. Aquilo que leva muitos a enriquecer é a massificação de riqueza, a massificação de produção que ajuda a que existam menos pobres.

 Há uma questão que normalmente é esquecida quando se fala nisto, que é a alteração das implicações de ser pobre. Isto tornou diferente aquilo que é uma distribuição de rendimentos desigual. Isto é mais fácil de demonstrar por imagens. Hoje, a diferença de estilo de vida entre alguém que é pobre e alguém que é milionário é menor do que há cem ou há duzentos anos.

 (Pelas vossas caras, não sei se estão a acreditarar naquilo que eu estou a dizer, mas vou vos mostrar.).

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 O que é que acontecia antes:

 Mobilidade 

Antes da ecconomia de mercado: a pessoa andava a pé

Algúem no topo da hierarquia: tinha o seu cavalo com motorista.

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 O que acontece hoje:

 Uma pessoa comum tem um carro de 5000€

 E um milionário tem um de 400.000€

 Custa 80 vezes mais. Retiram ali 80 vezes mais de utilidade?

 Ou seja, a diferença entre andar a pé e ter uma corroça de cavalo era muito maior do que entre ter um Alfa Romeu Mito dum 8C.

 Nota-se que há uma diferença de rendimentos. Este deve ganhar muito mais do que aquele, mas a diferença de utilidade daquilo que o rendimento pode atingir é muito baixa. 

 Este pode ir de Lisboa ao Algarve em hora e meia. Este vai numa, mas depois terá uma carta da polícia em casa.

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 Vestuário:

 Pobres usavam a mesma roupa quase todo o ano e andavam descalços.

 Isto era a realidade antes da produção em massa.

 Um milionário usava roupa mais fantasiosa

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 Nos dias de hoje, umas caças de ganga e uma t-shirt.

 Estas devem ter custado muito mais, mas têm a mesma utilidade que aquela. E até a mesma aparência.

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 Habitação.

 Um pobre dormia numa cama de palha. Um milionário vivia no seu castelo.

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 Esta casa com ginásio e piscina na melhor zona da cidade pode custar um milhão de euros. Este apartamento ali ao pé da adega da vila custa 150.

 Há diferenças na utilidade, sim. Mas não comparem isto com a diferença entre viver numa barraca e viver num castelo.

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 Alimentação:

 A pessoa comum comia o que apanhava. Passava dias sem comer. O milionário tinha sempre um banquete 

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 Nos dias de hoje, a pessoa comum tem uma alimentação bastante variada, por cinco euros. Já o milionário come um pedaço de lavagante.

 Hoje questionamos quem ficava mais bem servido. Isto custar cinquenta vezes mais que isto. Mas duvido que alguém questione se esta pessoa fica cinquenta vezes mais bem servida.

 Isto sou eu a ser mau e a dar-vos fome.

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 Entretenimento:

 A pessoa comum ia à missa. Ira o que havia.

 O milionário ia à ópera, via torneios,... Até tinha bobo da corte.

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 Hoje em dia? Quase diferença nenhuma. Se preguntarmos a um milionário como se entretém, tenho a certeza que será da mesma forma que a pessoa comum.

 A economia de mercado, a massificação de riquesas e produção lideraram a uma muito menor diferença do estilo de vida um milionário com a pessoa comum. Não só se eliminou a pobreza, como se reduziu bastante a desiguldade. 

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Agora mudando de cenário.


2º Mito - "A Economia de mercado é má para o ambiente".

 É verdade que o crescimento económico pode, de facto, causar danos no ambiente. O crescimento económico e a massificação podem efetivamente causar dano e alguns irreversíveis.

 Agora, há uma alternativa a isto, que é não haver crescimento económico nem produção. A pobreza é verde, não haja dúvidas!

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Coloquei este exemplo. A Coreia do Norte, muito ambientalista, há noite não consome eletricidade nenhuma. Ótimo! Pegada de carbono muito pequena, sem dúvida.

 Já a Coreia do Sul, sacanas! Ali a prejudicar o ambiente. Mas qualquer outro sistema que não seja uma economia de mercado causa, se produzir o mesmo, muita mais poluição.

 O que faz poluir o ambiente é o extrativismo, que é quando uma unidade produtiva usa recursos ambientais sem garantir que sejam substituídos.

 Uma das premissas mais repetidas pelos ambientalistas é a que devemos de reduzir o nosso consumo.

 A Greta deixou de comer carne, usar papel, comprar roupa,...

 Ouviram e ouvirão que deixar de consumir é a solução, mas este argumento é totalmente falso!

 Se houver uma redução no consumo, irá, consequentemente, reduzir-se a produção, o que criaria desemprego e falta de poder de compra. Estes fariam o consumo reduzir-se ainda mais, e entraríamos num ciclo vicioso que originaria uma pobreza imaginável.

 Quem também seria prejudicado é o Estado, e as verbas destinadas a causas ambientais iriam desaparecer. Lá está, mais importante do que reduzir a pegada ecológica, é haver produtos para satisfazer as nossas necessidades, como alimentação, vestuário, saúde, entre outras.

 A escola tem uma nova medida que limita o número de fotocópias que os professores podem fazer para poupar papel e, assim, salvar árvores. Isto resultaria no Brasil. Isto resultaria no Congo. Se nestes países, onde reina o extrativismo, ou seja, por cada resma de papel que consumamos uma árvore será cortada, mas que não vai ser replantada, esta medida era benéfica.

 Mas em Portugal é exatamente ao contrário! Se nós queremos ter florestas bem cuidadas, temos de garantir que elas são economicamente aproveitáveis. Em Portugal, consumir uma resma de papel é aquilo que garante que haja mais árvores. Porquê? Porque para produzir uma resma de papel, alguém tem de plantar essas árvores.

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(Examinar a notícia)

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 Então o que tem acontecido? Qual é a tendência atual? A degradação ambiental tende a seguir a Curva de Kuznets, ou seja, no princípio do desenvolvimento económico começa-se, efetivamente, a degradar o ambiente, mas quando se chega a um certo nível de desenvolvimento económico, essa degradação começa inverter-se, sendo a produção cada vez mais sustentável.

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 Isto não é só uma questão teórica. Fizeram-se análise a diversos países, em que, de facto, as emissões de CO2 cresceram bastante num período inicial, mas agora estão a baixar em todos os países europeus. A Europa e a América do Norte foram os únicos continentes cujos países viram a sua área florestal aumentar nos últimos vinte anos.

 Para que a produção seja cada vez mais sustentável, precisaremos de tecnologias que nos permitam continuar a crescer, mas utilizando menos recursos ambientais. A inovação, apoiada pela Agenda 2030, pretende reduzir o desperdício. Faz com que sejam precisos menos objetos para satisfazer a nossas necessidades. 

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 Qualquer um de nós tem um telemóvel, que substituiu muitos objetos que poderíamos ter neste momento. A inovação faz com que se aproveitem melhor os recursos ambientais. Produz-se mais, utilizando menos matérias-primas.

 Este tema é importantíssimo e o esforço que a União Europeia está a fazer para sermos mais sustentáveis é de louvar. Podemos estar otimistas.

 Espero que tenham gostado desta apresntação e que não vos tenha massado muito. Obrigado!


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