sexta-feira, 3 de novembro de 2023

A "bíblia" contemporânea: "Os Lusíadas" e a moralidade

 Camões, o mais ilustre poeta lusitano, estava, de facto, à frente do seu tempo. Para além de ser o expoente máximo da poesia portuguesa, era um influenciador, visto que as suas reflexões, que continuam atuais, serviram e servem como livro ideológico.

 Para ilustrar a premissa supramencionada, viajo até ao Canto VIII, onde o poeta, presente no cânone português, refletiu sobre o poder corruptor do "vil metal". Ao enumerar os seus malefícios, moldava o pensamento dos seus leitores, relembrando-os que a moralidade é mais importante e que não se devem deixar seduzir pelo que é material.

 Outro aspeto é que Camões, durante a sua viagem, descreve os terríveis cenários. Enquanto navegamos nas imersivas páginas da obra e lêmos aquilo de menos bom que o poeta compartilhou, refletimos sobre as nossas atitudes. Isto verfica-se na passagem em que Vasco da Gama foi raptado ou aquando alguns Deuses planeam sabotar os navegadores portugueses. Ou até na partida dos mesmos, onde podemos verificar as emoções comoventes dos amigos e familiares, o que nos faz pensar no comportamento com os nossos entes queridos.

 Para concluir, Os Lusíadas funcionam como um livro ideológico. Quando apontam os erros da sociedade, diretamente, ou quando nos faz ponderar sobre as nossas atitudes, a obra consegue moldar os leitores, tornando-os melhores pessoas.

Afonso da Costa   20 de outubro de 2023

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